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Mobilizando mais de 4 mil trabalhadores

domingo 4 de Outubro de 2009

Metalúrgicos no PR têm aumento real

Reajuste dos trabalhadores da Renault-Nissan e da Volvo será de 7,67%, mais abono individual de R$ 2 mil

Marcelo Rehder, Tatiana Fávaro e Evandro Fadel

Na primeira greve por tempo indeterminado depois da crise financeira global, os 7,8 mil metalúrgicos da Renault-Nissan e da Volvo, ambas no Paraná, conquistaram reajuste salarial de 7,67% mais abono de R$ 2 mil para cada trabalhador. O abono será pago esta semana.

Aprovada ontem, a proposta das montadoras garantiu aumento de 3% acima da inflação e pôs fim a uma greve de 13 dias na Renault e de 24 horas na Volvo. Nesse período, deixaram de ser produzidos 6,2 mil veículos, segundo sindicalistas.

Na Renault, os metalúrgicos têm ainda a garantia de mais 1% de aumento real conquistado na negociação de 2008, o que eleva para 8,65% o reajuste. Na Volvo, os trabalhadores tiveram garantia de emprego até dezembro. Os dias parados não serão descontados nas duas montadoras e vão compor o banco de horas.

Para o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, entidade ligada à Força Sindical, foi ’’o maior acordo salarial da indústria brasileira’’ este ano.

Não é o primeiro acordo favorável comemorado nos últimos dias pelos metalúrgicos. Na terça-feira, depois de cruzarem os braços durante 24 horas, os 5,5 mil metalúrgicos da Toyota, em Indaiatuba, e da Honda, em Sumaré, ambas no interior paulista, conseguiram 10% , que representa aumento real de 5,32%.

A conquista foi celebrada como ’’o maior acordo de aumento real conseguido no País’’ em 2009, nas palavras de Jair dos Santos, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região. A entidade é ligada à Intersindical, que reúne grupo de sindicatos dissidentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

’’Não é um acordo histórico, também não chegou a contemplar totalmente nossa reivindicação, de aumento de 14,65%, mas nenhuma categoria no Brasil teve aumento real igual ou superior ao que tivemos até este momento’’, disse Santos.

Com esses acordos, ganha força a reivindicação de aumento real dos metalúrgicos. ’’É uma prova que há possibilidade de avançar muito mais nas propostas feitas pelo Sinfavea (Sindicato dos Fabricantes de Veículos Automotores)’’, disse Vivaldo Moreira Alves, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, ligado à Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas).

A entidade negocia em nome dos 8,3 mil trabalhadores da fábrica da GM em São José dos Campos. Eles querem reajuste de 14,65%, mas a montadora oferece 6,53% mais abono de R$ 1,5 mil. Ontem, eles retomaram paralisação de 24 horas, a terceira desde o último dia 10.

’’Apesar do aumento das vendas nos últimos meses e do altíssimo ritmo de trabalho que está sendo imposto, principalmente após as demissões, a GM mantém uma postura intransigente’’, disse o diretor do sindicato, Luiz Carlos Prates. Para pressionar a montadora, a categoria ameaça com greve por tempo indeterminado.

O índice de correção salarial negociado pelos sindicatos de Curitiba e de Campinas ficou bem acima do conseguido pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, ligado à CUT, que garantiu aumento real de 2% mais abono de R$ 1,5 mil. O presidente do sindicato cutista, Sergio Nobre, observa que o ABC paulista tem uma realidade de salários e benefícios muito superiores à de outras regiões.

’’O salário médio de um trabalhador na produção no ABC está hoje em torno de R$ 3,4 mil, enquanto na Honda e na Toyota é de apenas R$ 2,2 mil. No Paraná, é metade do salário daqui’’, disse. ’’É importante avançar nessas regiões onde os salários são inferiores, porque precisamos acabar com as diferenças regionais.’’

Segundo ele, a campanha salarial nas autopeças entra agora numa fase decisiva. Depois de um mês de negociações, até agora as empresas chegaram apenas a uma proposta de 0,8% de aumento real.

Hoje, os metalúrgicos do ABC fazem nova assembleia e, segundo Nobre, se não houver avanço na proposta, não está descartada a greve por tempo indeterminado. Ontem, ocorreram protestos e paralisações parciais em oito fábricas do ABC mobilizando mais de 4 mil trabalhadores.

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